COISA RARA

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Músicas para curtir uma fossa com estilo

É, minha amiga. As festas de fim de ano nos obrigam a esbanjar felicidade e esperança, mesmo que a gente se sinta uma merda, se sinta a mulher mais mal amada do mundo, aquela certeza absoluta que nunca mais seremos felizes de verdade. É só um momento, um lapso de tristeza que vai passar.
Mas pra que negar? Pra que ficar por aí enchendo a cara e rindo das piadas sem graça se a sua vontade mesmo é chorar até beirar a desidratação. Não tem nada de mais isso. Todo mundo fica na fossa um dia, todo mundo se sente assim, meio cachorro vadio, desprezado, abandonado, só pra cacete.
Então, vamos botar pra fora, vamos lavar a alma, vamos limpar tudo pra dar espaço pro futuro chegar, mas vamos botar pra fora com estilo, com classe, com bom gosto porque até na merda a gente não pode perder a elegância.
Segue uma listinha básica de músicas pra chorar por causa de um coração partido, de um pé na bunda, de uma decepção, um trauma, um fim qualquer. Aviso que a coisa é pesada mesmo. Evite facas, janelas altas, não abra o gás e, pelo amor do santíssimo, não ligue pra ele.
Vá ouvindo na sequência, garanto que vai ajudar.


A MERDA TOTAL

1- Meu mundo caiu
Um clássico da fossa. Realmente teu mundo caiu.
Tem que conhecer, tem que cantar junto, afinal é Maysa, a Rainha da Fossa chique.



2- Fim de caso

Outro clássico. Aqui na voz de Dolores Duran que arrasa no propósito de deixar a gente arrasada. Pra deixar bem claro que o caso acabou.
Aceite.



3- Bilhete
Fafá de Belém bota pra quebrar. É aquele momento que a gente joga todas as coisas do cabra pela janela,rasga fotos e enche a cara, seja de licor, seja de cachaça. É muito terapêutico cantar a segunda parte, aos berros.




4- Atrás da porta

Agora a coisa realmente pega. Música ótima pra a gente lembrar bem do finalzinho da relação, a gente fica ouvindo, morre de pena da gente. Auto piedade galopante é realmente a coluna estrutural básica de uma boa de uma fossa.
E Elis é sempre Elis.



5- Neste mesmo Lugar

Eu amo Nana Caymmi. Acho ela a voz. Curtir uma fossa com essa voz torna tudo muito, muito mais chique. Dá até vontade de levar um pé na bunda só pra poder ouvir isso com sentimento. Aliás, esse disco todo ( Voz e Suor ) é um espetáculo para quem quer chorar de amor.
Mas esta música é excelente para aqueles momentos em que a gente pensa nas piores coisas que podem acontecer, a gente sofre por aquilo que imagina que vai acontecer. Ele entrando com outra. Ele casando. Ele feliz. Você na bosta completa ainda chorando por ele. Pelo resto da vida.



6- Pra dizer adeus
Cuidado. Essa canção realmente dá vontade de se matar. Não se mate. Cante junto.




7-Todo sentimento

Para mim é uma das mais lindas músicas de amor. Para aquele momento de lucidez, que a gente vê que tudo foi lindo, que valeu, que o que vale é o sentimento. Todo sentimento, etc, etc, etc...



8- Ronda

Aqui você deu uma recaídinha básica porque ninguém é de ferro. Começou a fuçar no orkut dele, faceboock, vai nos lugares que ele frequenta, se for mais arrojada pode até ter seguido ele. Só pra sofrer mais. Só pra ver que ele tá ótimo sem você.
Consola saber que muita gente já fez isso antes. E a pé!



9- Pedaço de Mim

Essa aqui é ótima! Ele se foi. Ele!! Tá faltando ele. Cadê ele? Bem, certamente botando aquele pedaço dele que você tanto amava dentro de outra mulher. A vida é assim...injusta. Não vá juntando seu pedaços por aí, voc~e vai ver o qjue te acontece.
Isso..chora que é bom, alivia.





10- Atiraste uma pedra

Essa aqui é muito boa se você fez de um, tudo, por aquele ingrato, filha de uma puta. Como é que pode fazer isso com alguém? Me diz! Não pode! Não é justo! Não é certo! Chore mais um pouco.
Momento de dor mas já com pitadinhas de indignação.
Indignação é bom também.



11- Eu te amo

A indignação é boa mas dura pouco. Ele é um merda, um egoísta, um escroto, ele não presta, mas a gente gosta dele mesmo assim e tá sentindo uma falta do cacete ( literalmente ou não).
Me diz: como eu vou sair por aí sem você????



12- Nenhum Verão

Poucas pessoas conhecem essa canção mas vale a pena. Já é o começo da depressão que vem sempre com o fim de um relacionamento. Nunca mais o mundo vai ser bom. Nunca mais serei feliz. Blá , blá, blá...

ps: acho esse momento deliciosamente mexicano.



13- Valsa brasileira

Momento "remember". A gente lembra como era bom quando tudo estava bem. Não está mais e a gente chora pr aquilo que não é mais.
Bom também.
Chico e Edu são foda!





14- Um beijo Meu

Tenho um carinho especial por esta canção. Já chorei muito com ela, quase me desmilingui mas não morri, to aqui, chorando por outras coisas.
Dói porque é a canção que diz que acabou mesmo, não tem volta, nunca mais será daquele jeito. Ele vai te esquecer. VOCÊ vai esquecer. Um dia, quem sabe vai passar,mas agora é melhor deixar.
Chore docemente.




15- Fogueira

Sabe aquele momento em que a gente pensa que a dor vai libertar a gente, que ele vai entender o mal que está causando. Aquele momento que a gente é boa, a gente entende ele, a gente sente até pena dele por ser tão limitado, tão linear. Quem sabe ele vai aprender alguma coisa e vir a mudar?
Vai nada. Ele é um porco míope.
Mas ouça isso e fique mais...poética.



16- Choro bandido

Começo de recaída.
Queria ouvir isso dele.
Queria ter ele.
Mesmo ruim, esse amor é bom, pensa você.
Já não tem amor nenhum e a gente chora mais um pouco.
Neste momento é importante tomar um copo de água pra hidratar. Ou gatorade se a coisa ficou muito, muito molhada e melequenta.
Assoe o nariz com bastante barulho.
Fungue.




17-Sobre todas as coisas

Fudeu.
Agora a gente pensa como é que ele pode desprezar esse amor todo, essa coisa tão linda, essas borbulhas, essa entrega toda. Você era a Iaiá e ele era o teu Ioiô. Lá se foi o ioiô.
Você tá na merda completa.
Tá na merda mas tá ouvindo o Gil cantando. Merda fina, minha gente. Merda filosófica. Não é pra qualquer um não. Pelo menos isso, tá na merda mas é merda fina!





18- Mais simples

Fomos ao fundo do poço. Mas aí...as amigas cantam isso pra você. E você quer matar cada uma, socar rímel no rabo delas, matar a sua mãe que fica te ligando de meia em meia hora pra saber se você está bem. Não está bem. Não quer ficar bem!!!Você quer é chorar em paz!!
Você sabe que a porra da vida leva e trás, mas agora, AGORA, você quer mesmo é chorar.
Chore de revolta. Chore gostoso sabendo que tudo vai passar. Tudo passa, né?




19- Volta

Lupicínio Rodrigues sabe.
Tem que haver aquele momento que a gente pede. Pede não, implora.
Volta, porra!
Esquece essa besteira toda.
Eu estava acostumada.
Sugiro berrar VOLTA bem alto, não adianta nada mas alivia o duodeno.




20- Voz e Suor

É...acabou mesmo.
Nunca mais eu amo outra vez.
Nunca mais.
Nunca mais.
Excelente momento para tomar um porre federal.




21- Demais

Assuma que estás na merda.
Caidona pelas esquinas.
Bêbada.
E sabe por quê?
A letra diz.



22- Me deixe em paz

O começo da virada. Chegou ao fundo do fundo do poço, do poço. Não dá mais. Começou o movimento, começou a levantar.Tá botando limite. Tá dizendo que não quer mais saber dele. Vai se foder, seu pé de merda, tá pensando o que?






23- Vingança

Um delicioso momento de mesquinharia e maldade. Um momento de total humanidade. Um momento meu.
Eu quero mais é que você se foda, isso sim.
Bobão.






24 - Vou deitar e rolar
Aquele momento esperado de superação, de vitória sobre esse coração estúpido. Você está linda, mais magra, mais inteira, mais mulher. Você, superada, recalchutada, erguida, levantada, assumida.
gastou um fortuna no salão, tá andando pr aí com suas mechas novas, tá loira ou tá ruiva ou tá com cabelo azul, não importa! O que importa é que você não é mais aquela que chorava por ele.
Finalmente você conseguiu.
Ele se fodeu de verde amarelo e você está divina.
Quem riu por último?
Quá quá ra quá quá, fui eu!!!!!






sinuca e a vida


Eu sou a bola branca. A mesa de sinuca é a vida, minha vida. As outras bolas são as lições que preciso aprender. Cada bola encaçapada eu me aproximo mais da grande lição. Deus é quem segura o taco e o taco é o destino. O giz que a gente passa serve para deslizar melhor a mão de Deus no nosso destino. Eu gosto de pensar que o giz é a experiência. Aquele gizinho azul que colocamos na pontinha do taco é o foco. Pode-se jogar sem essas frecurinhas, mas é mais fácil quando tem.
Eu, enquanto bola branca, tenho lá meus desejos e minhas necessidades. Tem hora que preciso acertar as bolas pares, tem horas que preciso matar as bolas ímpares. Mas não dá pra jogar sinuca se não souber "matar" as bolas.
Tem vezes que eu me estrupio toda e me meto no buraco. Sabe quando a bola branca entra no buraco? Pois é, sempre vexatório.
E quando você acha que matou todas as suas bolas, ainda tem a porra da bola um e tem ainda um outro que tem a mesma intenção que você. Matar a um para ganhar o jogo. Tudo bem, às vezes você gannha, outras você perde. Mas nunca, nunca mesmo, se empata em uma partida de sinuca. É ganhar ou perder.
Mas tem aqueles dias que parece que tudo dá certo. Você estoura as bolas nocomeço do jogo e já caem umas três bolas, você sai matando tudo, cada jogada linda, coisa de filme mesmo. E tudo dá tão certo que mesmo quando você fica numa sinuca de bico, dá um jeito, e quando vê, pode até não ter matado bola alguma, mas conseguiu sair da situação com elegância e destreza.
Tô começando um novo jogo. Melhor de cinco. Quem perde, paga.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Estava aqui pensando...algumas mulheres tem uma Pomba Gira de frente. Eu devo ter um Zé Pelintra porque pra me ver feliz é só me deixar em um botecão com sinuca, um samba bom tocando, uma cerveja e um cantinho debaixo do céu pra eu poder fumar meu cigarrinho.
Foi exatamente isso que eu tive ontem a noite.
Três mulheres saindo por Barão Geraldo a procura de uma mesa de sinuca. Não foi fácil achar. Na verdade, nem achamos. O que nos fez parar no boteco foi o grupo de samba que estava tocando e qual foi nossa surpresa ao perceber que lá no fundão tinha mesa de sinuca. Minha satisfação particular!
A reação do dono do bar quando fui pedir as fichas de sinuca foi até engraçada. Ficou me olhando com cara de bobo e demorou a me entregar as tais fichas. Entramos lá no fundão, onde os sinuqueiros ( todos homens) se reuniam e a mesa mais esculhambada estava vaga. Acho que meu taco estava até meio tortinho, mas isso não impediu que nós nos divertíssimos muitíssimo.
Óbvio que os caras ficam prestando atenção no jogo, causa uma certa curiosidade e jogar com um monte de homem te olhando pode ser um tanto constrangedor, mas depois que eu viajei com o povo do teatro e a minha única diversão era sinuca em boteco vagabundo, já estou calejada e nem me incomodo mais.
O som ao vivo chegava até nós e o repertório deles era realmente muito bom. Jogamos felizes da vida. Acabando as seis fichas ( um real cada uma - adoro programa popular) fomos para o lado de fora, mesas e cadeiras na calçada, um povão misturado, coisa bem Brasil mesmo e já não tinha mais mesa vaga. Uma mulher meio bêbada, muito animada, nos oferece as cadeiras que estavam sobrando e podíamos apreciar o grupo que tocava. A mesma mulher me chama pra sambar e eu não pude resistir. Caí no samba.
Era tudo que eu precisava. Samba, sinuca, cerveja, cigarro, suor e... Sacanagem não teve, infelizmente. O povo era realmente muito estranho, não dava pra pensar nestas coisas mas eu me diverti muito mesmo assim.
Meus dedos coçavam pra tocar. Que bosta é essa necessidade de fazer música, de fazer paret da banda. Quando pediram canjas eu praticamente saltei pro violão. Cantei e toquei até que minhas unhas fossem comidas pelas cordas do violão. Cantei rindo, olhando nos olhos do moço do cavaco que, por sinal, era muito engraçado. Tinha cara de emo e tocava cavaquinho. Exótico. O pandeirista já tinha cantado, tocado violão e assumia agora a percussão. O cantor estava no agogô. O antigo violão de sete pegou a timba e virou o samba do crioulo doido. O samba do crioulo doido muito do bom, diga-se de passagem e eu matei todas as minhas vontades.
Voltei pra casa meio de pilequinho, satisfeita com a sinuca, com a cerveja e com o samba. Tão fácil me fazer feliz. Tão simples.
Acordei hoje pensando nisso. Na felicidade das pequenas coisas, dos pequenos momentos e de como o Brasil tem charme.
O dono do bar pediu qeu voltássemos sempre, que a sinuca estava sempre ali e que daqui a quize dias o grupo voltaria pra tocar.
Certamente estarei lá porque é dessas coisinhas bobas que eu alegro meus dias.

PS: Carô, você terá oportunidade da revanche. Seu jogo melhorou imensamente no decorrer das partidas e eu discordo que foi a cerveja na sua cabeça. Acho que é um talento natural para a vadiagem e aquilo que aprendemos quando jovens fica na memória. Seu passado sinuqueiro está dentro de você. Vamos mais lá no botecão e nos transformaremos na dupla feminina de sinuca mais letal de Barão Geraldo.

PS2: Minhas amigas que não jogam, se quiserem praticar, juntem-se a nós.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

virada do ano

Os dias que antecediam o final do ano me faziam refletir. Esse era meu momento:pensar sobre o que queria manter na minha vida, descobrir o que não me servia mais, o que era necessário fazer mudanças e onde eu tinha que cortar sem dó.
Tinha algumas dores que estavam comigo ( ainda estão) e elas não me deixavam ficar eufórica. queria somente tomar banho de mar, receber a força das águas, da lua cheia. Estava a fim de me recolocar.
Mas algumas coisas não mudam de um dia pro outro e eu, estúpida que sou, me desbanquei pra Barra do Una, lugar lindo que merece outra visita.
Fiquei em um camping e essa foi uma das experiências mais chocantes de minha vida. Camping no final do ano é um tipo de inferno. Não tinha sombra pra todos e eu montei minha barraca no sol que castigava, apesar da meteorologia dizer que chovia. Não choveu. "Prefiro ter um filho viado a um filho meteorologista", já dizia o povo da Terça Insana. Um sol de rachar o coco, um calor do cacete e,pior de tudo, um povo, um povo que trazia nas costas a casa. Uma farofada que me chocou. Tinha povo que levava fogão de quatro bocas, bujão de gás, televisão, cachorro, mesa de cozinha, freezer, a sogra, criança de colo, dvd do Mastruz com Leite aos berros no som do carro, de portona aberta, como coxa de quenga. E é um povo que gera ruído! É de uma felicidade ruidosa e de uma infelicidade sonora. Brigam entre si como se estivessem na casa deles. Descobri, por exemplo que o senhor que estava próximo, tem flatulência e que isso incomodava a esposa. Eu descobri isso e o camping todo.
E bebem. Bebem muito e bebem sem restrição. Cachaça, cerveja, vodka com kisuco de morango, catuaba, jurubeba, cinzano, conhaque, capeta, não necessariamente nessa mesma ordem. Passam o dia todo bebendo, passam o dia de porre, entram na noite bebendo mais ainda e eu me pergunto porque não morrem subitamente de cirrose hepática. Mortos não são tão falsamente felizes e nem tão absurdamente inconvenientes. Sem falar que um bom ebó dá jeito em alma penada.
Então, teve momentos que o som de alguém sacudia um pagode vagabundo, uma senhora berrava pelo filho, um cachorro corria atrás de alguém ( um pincher foi pisotiado quando atacou um cara e o tal cara quase foi linchado pela dona ) latindo escandalosamente e um grupo se acabava no truco, também aos berros.
Um festival de barracas com "puxadinhos" multicoloridos feitos delonas ou de plásrticos. Varais com calcinhas, cuecas, biquines, cangas, pano de prato bordado pela avó Ou seja,um favelão de nylon.
Voltei no dia 31 porque eu não conseguiria suportar tanta cachaça e tanta farofa em um lugar só.
Nunca mais na minha vida eu faço uma asneira dessas.
A grande descoberta que eu fiz nesse fim de ano é que eu sou uma mulher fina demais pra esse tipo de ambiente. Ou freca demias, não sei ao certo. Não nasci pra isso. Não quero isso. Deus sabe o que poderia ser de mim neste ano de 2010 se eu passasse a virada com essa vibração. Podia começar a achar legal um negócio desse. Sei lá..melhor previnir.
Fugi e não me arrependo. Nunca mais...nunca mais mesmo.
Se eu disser que quero repetir a experiência, que vou no feriado de Tiradentes pro camping de qualquer praia, pode me dar na cara. Com força.
Eu juro que não revido.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Matéria na Globo

Matéria da Globo ( Ação Global) sobre o Auto de Natal do teatro de Tábuas.






quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

CArtinha para o Papai Noel

Querido Papai Noel, tu tá gordo pra cacete e essa sua roupa vermelha me dá gastura porque eu sei que é quente pra cacete. Imagino como fica aquela região dos países baixos, aquele abafamento. Cruzes. Larga isso tudo e trabalhe de bermuda e chinelão.
Mas não era para isso que te escrevo. Sei que está meio em cima da hora, mas resolvi escrever pra pedir as coisas que eu quero.
Decidi que para 2010 eu serei muito organizada então farei meu pedidos de forma organizada.
Segue a listinha:

Amor. Amigos. Alturas. Arte.

Beleza. Bondade. Banho de rio, de mar, de lua. Beijo.

Carinho. Cafuné. Coragem. Catuaba. Criação

Desejo. Dengo. Dinheiro

Elegância. Estilo. Esperança

Farra. Festa. Fartura

Garra. Gana. Guaraná em pó

História.

Inovação. Inspiração.

Jovialidade.

Lucidez. Luz de contra. Longevidade. Lugar.

Maciez. Mobilidade. Música

Nudez. Novidade. Nuances

Opção.

Perdão. Piedade. Paciência. Palco. Porto

Querença.

Riso. Rota. Rumo.

Suavidade. Sabor. Sacanagem

Ternura. Tato. Trago. Tino.

Umidade. Unidade. União

Vitória. Viagem. Vertigem. Violão

Xeque-mate. Xales. Xotes. Xaxados

Ziriguidum

Agradecida

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O amor surgiu em mim. Súbito, berrante, como quem se esgueira pelos cantos e grita em meu ouvido, sobressalto no corpo e na alma.
O amor me negou a dúvida. Me ofertou certezas mas nunca me dá garantias. Trato insano que nem titubeiei em aceitar.
O amor machuca quando aflora. Vem rasgando as minhas entranhas, vem subindo, esquentando os vãos mofados pelo tempo e pelo passado.
O amor é banho de sol, quara minha alma manchada, esfrega, torce e eu, desfalecida de tão exausta só sei sorrir e meu riso é nota cristalina que vira canção e mantra.
O amor encosta em mim e eu não tenho como não acarinhar o mundo porque no instante que eu sou amor, eu transbordo amor. Amor bom e manso. Amor que nem pensa mais. Amor que só sabe ser.
E eu sou.
Sou mulher na face doce. Sou mulher quando espero e nunca espero em vão porque enquanto conto os segundo, eu amadureço no marinado do teu braço. Sorvo os odores, me deixo impregnar pelos tons e pelos sabores de teu suor.
Me transformo. Minha carne se desprega de mim quando o olho se distrai e explode em declarações implícitas, quando se arregannha, quando se desnuda.
Eu caminho pelas madrugadas desprovida de medo e de vestes. Meu suor é seiva pra ser lambida, gota a gota. A cada pingo, encho minha taça. Encho a tua taça. Tremulo, tento me segurar, mas escorro inteira, vinho tinto em tua língua.
O amor me faz desgustação fina e eu me dou, sem medo da falta, sem medo das épocas de seca e privação.
O amor me faz crente, crédula. O amor me faz melhor.
O amor me faz querer acordar na outra manhã, só para, outra vez, aprender a amar ainda mais e ainda melhor.
Só para aprender a ser.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

defesa pessoal feminina

Eu sempre acreditei que uma mulher tem que saber se defender. Não dá pra ficar berrando pelo príncipe que vem te salvar porque a coisa tá feia por aí.
Durante a viagem, quando ficávamos hgoras e mais horas em algum posto de gasolina, eu ficava passando alguns golpes para as meninas. Claro que sempre pegava algum moço pra servir de "tarado" e a gente ria muito mais do que treinava.
O básico é saber que não é pra sair por aí rolando com homem pelo chão, querendo derrubar ele com soco, essas coisas. Temos menos massa corporal, menos força. O negócio é atacar os pontos fracos e simplesmente fugir.
Se for roubo, que roube. Mas se for uma coisa que nos coloque em risco de vida, que seja ou eu ou ele, que seja ele, o tarado, o maluco. O cara que vai se arrepender por ter mexido com uma mulher que sabe se defender.
Eu, nessa vida de cantora da noite, já precisei usar algumas dessas coisas e usei sem culpa. Já bati e já levei. Mas tô aqui, vivinha da silva.
O negócio é ser rápida, defensiva, usar o efeito surpresa ao nosso favor e sair de perto.
Vi isso aqui e adorei. Aprendi algumas coisas que não sabia.
Fiquei morta de vontade de fazer um curso de defesa pessoal para mulheres. Deve ser um bom exercício, deve dar pra relaxar e ainda por cima é muito útil.
Procuro algum curso em Campinas.
Alguém recomenda?

fotos da viagem

Ainda as fotos não oficiais do Auto de Natal...
Aqui.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Reflexões de final de ano

Parece queno ano que vem será regido por Vênus. Graças a Deus, ou a Deusa. Vênus estará em Capricórnio, o que pra mim, com sol em touro e lua em libra ( dois signos regidos por Vênus) , é uma coisa boa.
Quero isso mesmo: prazer, sucesso, seriedade, continuidade.
Quero coisas novas, projetos novos, riscos, limites vencidos.
Quero delícias em minha carne, quero gargalhadas em praças na madrugada, quero denguinho de manhã com cheiro de menta na boca, quero meus nervos tinindo de prazer, quero a boa musica me invadindo a alma, quero ver os talentos transbordando, quero contratos, quero certezas, quero definições e segurança.
Quero meus filhos mais perto, quase morri de tanta falta que sinto. Não quero mais saudade. Não quero mais ter que tirar de dentro de mim uma força insana que só me mantem de olhos secos quando meu coração é enxurrada.
Quero andar de mãos dadas pelas ruas.
Quero sonhos conjuntos.
Quero uma casa que sorria quando é varrida.
Quero mais estrada.
Quero meu cd tocando em todos os mp3 do mundo.
Quero dinheiro pra comprar meus cremes, minhas bichices, meus livros, meus discos e tudo mais.
Quero meus amigos serenos.
Quero me ver mais serena.
Meu braço anda pesado de tanto cansaço.
Que ano difícil!
Que ano trabalhoso.
2010, seja terno comigo porque eu preciso é de ternura.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Fui lá na Fundação, onde eu dou aula pra garotada do Bate Lata. Fui lá pra explicar que talvez eu não consiga assistir a apresentação de fim de ano, fui dar uma justificativa, fui mostrar a eles que mesmo doida, viajando por aí, eu me preocupo com eles.
Recebi cada abraço bom! Cada ataque de felicidade canina, sabe como é? aquela coisa pachorrenta, escandalosa, que quase me derruba no chão. Adoro esses ataques afetivos!
Voltei pra casa feliz.
E tá confirmado: 2010 continuo no projeto.
Gostoso demais.

Suave

Por quê?
Não sei porque.
Só o que sei é que nem eu me dei conta. Distração, quem sabe. Cansaço, talvez. Só sei que quando dei por mim, lá estava você, acomodado dentro do meu peito, todo refestelado. Nem vi!
Mas aí eu percebi que esse lugar que você vivia encostado, esse lugar dentro do meu peito, esse lugar todo especial era só teu. Nunca tinha sido povoado. Era uma terra virgem, um campo novo, rio desconhecido. Até pra mim. Olhei aquilo tudo, boca aberta diante da surpresa boa.
Era um lugar quente, doce, um lugar recheado de ternura doce e mansa. Um lugar onde balões de gás voam coloridos e risonhos, plumas coloridas saltam do chão e bolhas de sabão estouram na ponta do nosso nariz. Era um lugar absolutamente suave. Suave! E toda vez que você se mexeu dentro de mim, quando rolou na cama que era meu peito, quando gargalhava ou ficava tão imóvel que teu silêncio era um murro, toda vez que você respirava, você ajudava a espalhar dentro de minhas entranhas o polén encantado dessa sua ternura. Me devassou inteira, me coloriu, me fez abrir as minhas sete mil pétalas e eu me arreganhei pro mundo, como flor devassa em plena primavera. Floreci. Flutuei.
Eu mudei.
E enquanto você estiver dentro de mim, assim todo acomodado, enquando estiver escorrendo de dentro de meu peito povoado era suave ternura, eu me sinto melhor. Eu me sinto uma pessoa melhor, mais suave, mais terna, mais doce. Por sua causa, eu sou uma coisa diferente do que eu era antes. E isso só acontece porque é você. Você, especial como todo ser encantado. Metade balão de gás, metade pluma. Levinho, levinho. Qualquer vento te leva porque você é só suavidade.
E é tanto que tinha em mim ( isso eu nem fazia idéia!) que de mim transborda esses meus eternos excessos. Eu me distribuo suavemente, eu me espalho, escorro, tinjo as peles, vou flutuando por esse céu de meu Deus, olhando o mundo lá do alto e eu nunca soube voar.
Aprendi a voar com você.
Pra mim isso é o suficiente pra explicar tudo.
Quer um por quê?
Taí seu porque.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

fotos bagaceiras

Michel, Aline, Adriel, Eu, Cris e Beto. A banda.

Fotonovela.
Atentem para a altura do salto.
Comendo carne de bde. Gostei.
Não resistimos à tentação de fazer graça com ônibus alheio. O nosso era mais divertido.
Samba no busão.
Sexo frágil?
Nessa noite eu precisava ficar só. Saí andando pelas ruas da cidade e os cachorros latim pra mim. Uma noite mágica que eu adorei.



Roubei as fotos do álbum do orkut da Anna Carvalho, a fotógrafa. Obrigada, querida.

Diego Del Valle- Moraes - ÍDOLOS

Hoje é a final lá do Ídolos e eu to torcendo pro meu amigo, óbvio.
Tô morta de orgulho dele. Está cantando como nunca e me parece mais sereno, mais maduro. Sendo o resultado que for, Diego já ganhou muita coisa e merece cada coisa dessa.
Tô morta de saudade, neguinho.
Volta logo pra cá!